quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Às vezes o caminho mais longo é o mais seguro e muitas vezes é o atalho que te ajuda.
Nunca se sabe as pedras ao longo da trajetória...
Duas vidas completamente diferentes pra uma mesma pessoa
e não me arrependo de nada.
(Me deu uma puta vontade de chorar agora, droga!)
São tantas coisas a serem ditas mas que palavra nenhuma no mundo vai traduzir.
Uma vontade imensa de correr pra um outro lugar
e fazer valer as coisas que eu quero e preciso.
Ah se dependesse só de mim.
Como dizem, viver é melhor do que falar.
Falar é superficial demais.
E não faz muito sentido insistir no assunto.
Espero que mude, ou volte, ou siga, sei lá,
o melhor, sempre.
Se for parar pra pensar, minha resolução de ano novo se resume nisso,
porque é só nisso que eu consigo pensar, é complicado
e ao mesmo tempo simples demais.
Sei lá.
HAHAHAHA.
Criar expectativas é sentença de morte.
Dizem que a esperança é a última que morre certo?
E segundo o Orkut, pessimismo não leva ninguém a nada!
Juntando tudo dá alguém que nunca fui eu, mas que talvez eu melhore, não me torne.
2009, ainda me lembro de tudo que eu quero esquecer...
Espero um simples toque, um simples sorriso,
para meu 2010 ser tão inesquecível quanto 2009 foi.
E foi em termos bons e ruins por si só.
É a antítese da vida em si, o bom e o ruim, unidos num só corpo.
Silêncio é bom, mas é péssimo e me vejo sempre nele, na sua necessidade, na sua prisão.
Vamos lá, o novo pode te sufocar, como o medo de não ter e de perder e de chegar. Fato.
Tudo em primeira pessoa pra ser mais intenso, mais combustível, mais mortal.
Tudo que me vem à cabeça num tiro certo e que sai direto, queimando.
Como eu canso de dizer, não tem que ter um nexo, nem sentido.
Tudo que eu tenho pra ser realmente dito, está em uma carta, que provavelmente nunca será entregue e que vai morrer queimada em algum lugar, só pra me libertar do que eu preciso.
Ou pra me fazer lembrar mais ainda...
Supere, me supere, vou me superar.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pra você que gosta de promessas de fim de ano, aqui vai um texto que é bom pra pensar às vezes...
Sim, ando procurando muitas letras, poemas e afins por ai!







A Lista


Faça uma lista de grandes amigos

Quem você mais via há dez anos atrás

Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?



Oswaldo Montenegro

sábado, 26 de dezembro de 2009

Uma única promessa de fim de ano,
um único argumento pra defender a tese.
Uma única chance de mudar tudo,
sem que realmente algo valha.
Ao fechar dos olhos, se se lembrar das minhas muitas palavras,
já estarei grata, eu juro.
Eu não quero mais escrever esse ano.
Tudo é branco demais agora.
Ano que vem talvez...




quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mundo novo, Vida nova

Aqui vai um textinho que eu tinha colado na minha agenda uns 2 anos atrás...

Não sei de quem é mas diz muito!



'Buscar um mundo novo, vida nova

E ver, se dessa vez, faço um final veliz

Deixar de lado

Aquelas velhas histórias

O verso usado

O canto antigo

Vou dizer adeus

Fazer de tudo e todos bela lembrança

Deixar de ser só esperança

E por minhas mãos, lutando, me superar

Vou traçar no tempo meu próprio caminho

E assim abrir meu peito ao vento

Me libertar

De ser somente aquilo que se espera

Em forma, jeito, luz e cor

E vou

Vou pegar um mundo novo, vida nova

Vou pegar um mundo novo, vida nova.'

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Meu 2009 teve muito disso...


Cinco músicas:
- Zander - Dialeto
- Dead Fish - Autonomia
- Dance of Days - Adeus Sofia
- Emarosa - The Past Should Stay Dead
- Escape The Fate - Situations


Cinco livros:
- 1984 - George Orwell
- Os Funerais do Coelho Branco - Nenê Altro
- Heroína e Rock'n'roll - Nikk Sixx
- A Menina que Roubava Livros - Marcus Kusak
- O Pequeno Príncipe -  Antoine de Saint-Exupéry


Cinco cd's:
- Zander - Em Construção
- Dance of Days - Canções Proibidas ao vivo
- Pitty - Chiaroscuro
- Escape The Fate - Dying Is Your Latest Fashion
- Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho


Cinco bandas:
- Zander
- Dead Fish
- Matanza
- Los Hermanos
- Dance of Days


Cinco fotógrafos:
- Cesinha
- Tux
- Dave Hill
- Cuper
- Luringa




Hahaha, inútil e aparentemente pode não dizer nada, mas diz muito :)
Só pra constar muita coisa!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Como fugir de sua sombra?
Como se esconder de seu sorriso?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Via de mão dupla, sem contestar.
Vai e volta, num perfeito fluxo.
Afunila ou mantém, mão dupla mesmo assim.
O problema é o carro não passar.
Ou virar mão única.
De um único lado não vive, não se mantém.
Escolher a via, a avenida.
Não dá, chegar na rua sem saída e não saber voltar.
Espero não correr na contra-mão. 
Espero não ir contra o muro.
E se ainda assim o for, tenha freio suficiente para parar.














Uma das metáforas mais fodidas que eu já pensei.
Se alguém adivinhar ganha um oi (desculpa, to sem dinheiro haha)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

2010






Não sou o tipo de pessoa organizada consigo mesma.
Eu não consigo me por em contas, cálculos e tabelas.
Tenho meus métodos e manias.
Mas tem muita coisa que me atrapalha muito na hora que eu preciso me focar em algo.
Eu terei muitas novidades no próximo ano, muitas coisas realmente boas acontecendo.
Mas como olho gordo pra cima de mim tem de monte, vou ficar caladinha e esperar dar certo primeiro.
2010 será o meu ano pra mim. Sem  tomar decisões que não me venham ao caso, como eu já fiz muito, não me arrependo, mas sei que estaria melhor se eu tivesse feito.
Preciso da minha música pra ter meus momentos e isso foi algo meio financeiramente complicado de estabilizar esse ano hahaha. iPod pifou, celular sem fone e mp3 do pai horrível e com som péssimo. Pode parecer fútil, mas a música me acalma e me faz pensar muito! :) E como toda baixinha, tenho mania de grandeza e preciso de muitos Gb pra me satisfazer. HAHAHAHAHAHAHAHA.
Eu preciso MUITO de uma agenda pra tentar organizar as coisas que eu preciso fazer/entregar e tentar me programar um pouquinho, fiquei meio perdida sem uma esse ano.
Preciso parar de comer na frente do computador, isso faz mal e me faz comer mal e sem atenção também. Foda.
Sou uma pessoa chata e estranha que mal fala com quem não conhece e é meio (muito) anti-social. Preciso mudar em termos, vou continuar sendo chata com quem merece. Hahaha.
Teimosia tem limite e eu cansei de passar do meu.
Tentei (MUITO em vão) diminuir as doses de café, mas é meio impossível. É meu único vício e quero mantê-lo com muita classe, muitos Fran's Café e muitos Starbucks de tarde.
Fotografia, fotografia e fotografia. Sempre. Pra sempre.
Queria uma coisa agora nesse instante, quem sabe um dia desses... =)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Post completamente pessoal (e inútil)
Eu sou uma pessoa que se puder, levo a minha mãe na bolsa.
Tem dois óculos de sol, maquiagem, guarda-chuva, carteira grande, estojo, bloquinho de anotações, escova de cabelo, mp3, celular, perfume, chave,  pen drive... E por ai vai. Ou seja, MUITA coisa.
Mas eu tenho uma bolsa...verde (!)
Não combina com tudo e chama MUITO a atenção.
E como eu sou consumista e torro toda a minha grana, terei de me virar com uma mini versão da minha, só que mais discreta..HAHA. To ferrada.


Era só pra constar ok?
Eu estou de bom humor e precisei fazer esse comentário inútil! :D


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Sobre o show da Pitty...
A gente (eu e a @biah_buron) chegamos no Kazebre eram umas 23h e pouco...andamos um pouco por lá pra tentar achar o Le, um amigo nosso da faculdade...Encontramos ele e os amigos e ficamos conversando um pouco...Andamos mais, enfrentamos (coragem!) o banheiro, vimos o show de uma banda (muito boa por sinal) que estava tocando por lá...pulamos um pouquinho ao som de CPM, Hateen, Fresno, Forfun...(não ouvia muitas há muito tempo!) e lá pelas 3h começou enfim o show.
Pirralhada do inferno, povo mau educado, mas um show foda.
Foda demais.
A Pitty tem uma presença de palco incomparável, agita MESMO, e o Martin, o Joe e o Duda são músicos fodas MESMO! Fiquei boquiaberta na expêriencia deles viu?! :)
Ponto alto? Máscara, Me Adora e Na Sua Estante!
Ponto baixo? Não entendi ainda o porque de terem tocado Memórias duas vezes...HAHAHA faz parte.
To cansada até agora e pedindo muito uma noite inteira de sono.
Valeu muito o fim de semana! ^^

sábado, 12 de dezembro de 2009

Porque ter a sensação de areia entre os dedos é fácil,
difícil é segurá-la sem jogar água e ficar fácil demais.
É fácil querer uma coisa e pedir,
difícil mesmo é dar valor à isso.
Crescer quase se dar conta de que nada é pra sempre.
E muitas vezes as indiretas são mais diretas do que você pensa.
E muitas vezes as coisas são mais complicadas do que você imagina.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cidade Cinza.

Às vezes a gente passa por ai e nem vemos o que estamos olhando.


Às vezes nosso coração reflete a cor dessa cidade.

O celular vale um pouquinho pra isso...



































Sem foco, só sentindo.
Ou como diria meu professor de fotografia, parindo a foto!


Continuarei tirando mais fotos da cidade cinza...Cada vez mais cinza.






Meu coração está em P&B.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

(foto por: Cia de Fotos http://www.flickr.com/photos/ciadefoto/3274486169/ )


A porta entupida de papéis denuncia o tempo que eu estou em inércia. O tempo que eu não saio e me recuso a olhar o mundo. Celular desligado, telefone cortado. O jornal amassado só serve de bola. De notícias já me basta as minhas próprias desgraças.

Estoque de mofo na minha vida. De manhã os raios de sol entram meio tortos no meu quarto. E eu não durmo há semanas. Quer dizer. Eu fecho os olhos e daí em diante eu não sei mais o que é realidade.

O Jack sorri pra mim de dentro de um copo sujo. E eu vejo um maldito maço murcho jogado no chão. É o caos completo. É o meu caos de solidão e insônia maldita.

Eu tento fechar os olhos para ignorar a realidade, mas ela bate em mim feito lutador, que nunca cai. Ligo a televisão e a atualidade me assola como fantasma de fatos que eu nunca vou conseguir acompanhar. Ignorar é mais fácil. Desligo a TV infernal. Mais um dia.

Mais um dia que eu apenas assisto, passo sem viver. Sem teorias concretas, sem fatos, sem hipóteses. Não, de hipóteses eu estou cheio. Taça quebrada de vinho no chão. Lembrança da última noite que esse apartamento viu alguém. Eu não me conto, não me incluo, eu não sou ninguém. Já deixei de viver, de viver me basta minhas teorias falidas, meus esboços.

Procuro por mais um cigarro esquecido. Bolso da calça jogada no banheiro. Meio maço, dez amigos pra me matarem aos poucos. Sento na sacada. Aperto o peito, ele me aperta. Meu dedo aperta o isqueiro, uma pequena chama arde e eu trago bem fundo. Sinto a fumaça no peito, cantarolo uma pequena canção que não me recordo o nome, solto a fumaça. Deixo os olhos arderem ao entrarem em contato com ela. A dor torna tudo real não é mesmo?

Minha barba denuncia quanto tempo meu corpo não vê água. Quem se importa quando nem mesmo eu me interesso por mim? Quem vai?

Ouço batidas na porta. Ela cansou de encarar o vermelho no celular. Quando eu corro, esqueço que ela não fuma e me alcança mais rápido que eu mesmo. Me achou antes de mim. Não para de bater na porta, sabe que eu só me fodo sozinho. Que me proteger. Coitada. Não tem como me proteger de mim mesmo.

Vai senta ai, faz um brinde com esse teu café gelado, de quem não viveu a vida, não foi avisado e perdeu o trem. Vai, finge que a tua vida é boa. Eu não finjo, eu só vivo. Se é boa ou não, foda-se.

Ela insiste. Ouço choro, silencioso, mas choro. Odeio quando ela chora. Ela sempre acaba comigo assim. Sento desse lado da porta, suspiro e digo que eu to bem. Nos pormenores eu to bem mesmo, só depende do ponto de vista. Não quero que ela me veja assim, fodido. Eu to sempre assim, esse sou eu. Acendo mais um cigarro. Logo, logo eles acabam e com eles minha sanidade desce pelo ralo.

A lua está amarela hoje. Ou sou eu que ando vendo tudo meio amarelado? Eu fico com medo. Das minhas próprias conclusões.

O vinho continua caído no tapete. Já nem sei quanto tempo faz. Só sei que não ouço mais choro, já não ouço mais nada. E não abro a porta pra conferir.

Amor não é comigo, ele não se dá bem comigo e nem gosta de mim, de jeito nenhum. Só o Jack me ama. O Jack e o Marlboro. Só os dois. E isso não inclui o reflexo no espelho. Esse sim me odeia. Uma hora para de olhar pra mim. Ai eu quero ver.

E eu juro que já vi a lua apagar.

Tchau sanidade, desceu pelo ralo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quebre as correntes.


Eu tinha que vir aqui dizer algo.
Eu fico toda noite pensando em como cheguei onde estou agora.
Das decisões que eu tomei,
dos erros,
dos acertos,
das coisas boas que me fizeram rir,
das coisas ruins que me deixaram puta,
ou me fizeram chorar.
Nunca criei um eu pra mim que não fosse eu mesma.
Exceto por um certo período de tempo, admito.
Eu fui quem eu não era, não por mim, mas por outra pessoa.
Hoje eu não deixaria de ser eu mesma por ninguém.
E com isso eu sofro as consequências.
Eu erro e feio.
Eu chateio e sou chateada.
Por meus erros sempre vencerem meus acertos.
Mas eu também que sei que,
quando meu pulo de cabeça do penhasco,
isso não é ruim.
Pela primeira vez na minha vida,
estou me impondo à tudo que não me faz bem,
estou correndo atrás do que eu quero e preciso.
Pegar a mão de alguém e tomar as rédeas da situação, nunca foi comigo.
E eu me vejo fazendo isso.
Essa sempre fui eu,
eu sei que estava presa dentro de alguém que sempre tentou agradar os outros antes de agradar a si mesma.
Hoje meu melhor presente sou eu mesma.
Mas que nunca duvidem da força que me move.
Do que eu tenho certeza que eu não faria por qualquer outra pessoa.
Não tem passado que atrapalhe,
não tem futuro que não chegue.
De um eu já estou farta e quero esquecer (the past should stay dead!)
e o outro eu não sei nada, nem quero saber.
Hoje é hoje.
Confie e acredite.
É a regra do precipício.
É o vício dos que não tem nada a perder.
E não tem que ter um sentido pra ninguém.
Meu medo ultrapassa meu limites físicos,
eu nunca senti isso.
Medo e certeza,
nunca.
Eu sei o que eu quero e como eu quero.
E é por isso que eu vou lutar.
Pra provar.
E ter em mãos sem ter que dizer adeus.
Todos conhecem meu vício no carrinho da montanha-russa.
Indo e vindo, inconstante.
'Teorias de Viver não me deixaram rumo...'
Ai como eu queria palavras suficientes pra colocar as cartas na mesa.
Ai se seria possível.
Ai se do que eu aprendi não mais saíssem erros.
É o que eu quero.
Provas de que eu supero o que for,
luto pelo necessário
e faço o impossível.





'são tantas derrotas que não sei aonde guardar, fugir às vezes cansa...'

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A pele.

(A foto eu roubei do Google, o texto como sempre, é meu!)


Pele.
Com gosto de pele,
com marcas,
arranhões, lembranças de um momento.
Pele.
Contra a luz, só mais um olhar.
Pele.
Só mais uma dose.
Escorre e desliza,
por toda.
Pele.
Cabelos, mãos.
Se misturam em uma só.
Pele.
Como uma única coisa,
dois corpos,
pele pra todo lado.
A garrafa de vinho fica jogada.
Só a pele importa.
O suor.
Esperar,
continuar.
Tudo que sempre passa.
Continua.
Alguns instantes,
diferente.
Pele.
Caminhar,
deitar,
continuar.
Fases.
Pele.
Arriscar-se,
risque a pele.
Ofegar e reprimir.
Gritar e resfolegar.
A pele.
A pele grita.
A pele grita em fogo.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


E ele dizia para si mesmo:

‘tenho fome de vontade, de amor, tenho fome de te ter, tenho vontade de te pegar nos braços e correr por ai’.

Coisas que ele jamais pensara. Coisas que ele jamais imaginara sentir.

Ele era sem coração e assim era sua natureza.

Mas ele notara um coração brotando ali, crescendo algo dentro dele, que ele não tinha ideia de como chamar.

Ele não sabia sentir aquilo, não sabia como lidar.

E ele tinha medo.

E do medo brotava insegurança.

E ele tinha medo.

E ele não sabia controlar seu amor.

Olhava-a com os olhos de quem ama. Olhava-a com os olhos de quem quer amar.

Mas faltava-lhe coragem para falar.

E agir.

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Sentado à beira d’água ele sorria sozinho, lembrando dos bons dias. Dias que se foram, mas que ele pensava serem sonhos. Lembrando-se das coisas ditas, dos simples atos. Ele a amava e ela estava lá, com certeza amando outro alguém. Acompanhando em seus bolsos estavam eles, inseparáveis companheiros, papel, caneta e cigarro. Faltou o café (resolveria isso ao anoitecer, quando saísse de lá).

Ali, naquele ponto eles haviam estado tantas e tantas vezes, sentados, conversando ou em silêncio, por horas a fio, até notarem a lua no céu e o ponteiro do relógio. Rindo, chorando, de mãos dadas ou se olhando ao longe. Tantas coisas que ele sentia distantes e disformes

Acendeu um cigarro e pegou a caneta. As palavras simplesmente não saiam, estavam presas em um grito na garganta. Tentou chorar, sem forças, sem reação. Nada traduziria em palavras aqueles sentimentos, que nem mesmo ele conseguia entender.

Nada faria aquele pôr-do-sol ter as mesmas cores. Nada.

Levantou-se, jogou a folha em branco no lago e aquele infinito de palavras mudas sumiram no azul da água.

Apenas uma lágrima acompanhou seu adeus.

sábado, 14 de novembro de 2009


Ele a olhou com medo do desejo que via em seus próprios olhos refletidos. Dizer para si mesmo que iria lutar contra tudo já não iria adiantar. Nunca adiantara, agora não faria efeito algum. Mesmo que não fosse um estado permanente, mesmo que as coisas não fossem se resolver em muito tempo, seria assim. Vendo nos olhos refletidos um sentimento que traduzir em palavras já não trazia efeito algum.

sábado, 24 de outubro de 2009


- Vai, fala um número de 70 à 80! Se você acertar, você faz um pedido e ele se realiza!
- Hmmmm... 76!
- CARALHO Cris! *Mostra o papelzinho*
- Faz um pedido agora!
*Pensa*
- Hmmmmmmmmmmmmm, pronto!
- Agora você guarda com você, até o pedido se realizar!


Está na carteira, falta o desejo agora! Se realizar, ficarei eternamente feliz. Se não, ficarei feliz pelo tempo que for.
E se pá, 76 é meu número de sorte...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Tem coisa melhor do que andar na chuva pra colocar as ideias no lugar?
Sentir seu corpo frio, as gotas batendo na cara e as roupas molhadas.
Preciso fazer mais isso.
Pegar uma gripe e ser feliz.
Mudam os dias e a dança dos dias segue conforme o combinado,
sem combinações, sem noção, sem sentido.
'Paixão devora este silêncio e diz onde há certeza nessas mãos...
Eu juro, tento não ter medo e tento zelar pelos meus irmãos.'
Às vezes um cheiro bom regado à lágrimas é o que alivia, desmorona e constrói.
A antítese do bem querer.
Respirar não parece mais tão vital.
Faltam pedaços de palavras em mim,
palavras que se completam e me formam.
Onde estão?
Sei que perdi algumas letras agora.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Quando o que eu mais acreditava era que tudo era

Eu acreditei por um segundo que nunca mais iria andar por ai novamente.

Me enganei profundamente.

Hoje minha vontade é andar por ai, sem nenhum destino,

Sem hora pra voltar, sem nada pra fazer.

Só por caminhar.

Sem acreditar em caminho, em destino.

predestinado,

Por algo ou alguém,

Sem fazer meu próprio caminho.

E eu não tinha a quem mostrar meus passos,

Agora eu tenho uma razão pra andar.

Por não acreditar em nada,

Em ninguém,

Não confiar na minha sombra.

Por achar que caminho, a gente faz sem razão nenhuma.

Razão, motivo, circunstância.

Só eu e mais ninguém,

Além da minha própria sombra.

Telefone nas mãos,

Verde ou vermelho novamente.

Hora de pular ou de atar os pés,

Afundando na lama ou correndo livre pela areia.

Corri tanto que meus dedos tremem,

Dos meus olhos escorre silêncio.

Da minha boca sai desatinos.

Hoje eu tenho noção de algo,

Ou de nada.

Depende do gosto do café,

Que me move e me molda.

Sempre uma desculpa,

Sempre um refúgio.

Lua, céu, mar,

Nada do que me importa realmente.

Nada que eu me importo mais.

Nada nem ninguém.

Nem eu mesmo.

Nem uma razão,

Um sentido,

Uma desculpa.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Olhei pela vitrine e pela primeira vez em minha vida, vi um sapato que me fez apaixonada, precisava daquele sapato com cada fibra do meu ser, precisava usá-lo. Mas naquele momento eu tinha pressa e nenhum dinheiro. Nem ao menos sabia se ele caberia nos meus pés. Voltei pra casa, cabisbaixa e sonhando com o sapato.

Todas as semanas eu passava em frente à loja, olhava, olhava e olhava, sem nem ao menos coragem de entrar e experimentar os sapatos. Eles me inspiravam uma confiança que eu nunca sonhara em ter, algo além dos meus limites, algo que eu nunca teria coragem de usar, isso é fato.

Acho que passei meses assim, e não sei porquê, nunca tiraram da vitrine aquele sapato. Talvez vissem minha curiosidade e o mantinham ali pra ver quanto tempo eu agüentaria sem comprar, talvez tivessem esquecido ele ali, talvez... Quem sabe.

Sei que passei um dia lá, acho que depois de muita coragem, entrei na loja. Sentei muito calmamente e olhei, olhei e olhei novamente para o sapato que eu já tinha decorado as principais características. Um vendedor só olhou de longe pra mim, meio que desconfiado. Acho que já me conhecia e via como eu cobiçava aquele sapato. Chegou bem perto de mim e perguntou se eu gostaria de experimentá-lo. Eu disse, hesitando, que sim. Perguntou-me o meu número, respondi 36. O vendedor deu um meio sorriso, meio gemido baixo e disse que só tinha aquele par e que era 34. Eu estava desesperada. Pedi para trazer-me mesmo assim, porque eu sentia que ele caberia, mesmo sendo dois números abaixo do meu. Acho que ele me olhou como se eu fosse louca, mas trouxe mesmo assim.

Dali pra frente, tive uma experiência única, um momento que eu nunca vou conseguir descrever, mesmo porque, tentar descrever uma prova de sapatos, parece algo meio bizarro. Sentei-me de frente para eles, encarando-os como nunca tinha tido coragem de fazer e percebi que eles eram muito diferentes do que eu achava. Muito mais grandiosos e brilhantes. Paixão à primeira vista de algo que eu já tinha visto faz tempo. Me senti uma idiota, por amar tanto um par de sapatos. Coisa ridícula, de adolescente mimada pelos pais. Mas fazer o que, nem eu me entendo quando se trata de algo que eu quero muito, como foi com aquele par misterioso.

Naquele instante, que eu coloquei aqueles saltos na minha frente e encaixei ali meus pés, dois números maiores que a forma, eu vi, algo de errado, não era possível. Couberam. Couberam como nenhum tênis jamais me confortara tanto. E eu vi que sem aqueles malditos sapatos, eu não iria sair dali. Já não me movia, vidrada pela beleza, pela grandiosidade deles. O que me assustou um pouco, pois nunca fora tão apaixonada por sapatos assim, apenas em festas e outras ocasiões formais.

O vendedor continuava me olhando como se eu fosse louca. Como em sã consciência um sapato dois números menores caberia em um pé? Nunca. Ele mesmo se achava um louco agora. Perguntou-me com a voz rouca se eu os levaria. Respondi apenas com a cabeça, sim. E eles seriam finalmente meus.

Paguei, sai da loja com um sorriso maior que meu rosto, segurando em minhas mãos o pacote mais precioso do universo. Os sapatos, que agora eram meus. Só, só meus. E eu os usaria sempre que quisesse. Ou não, os guardaria para olhar, sem nunca tirá-los da caixa.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bem vindos à era do Grande Irmão...

"Li todos versos de Brecht

e não encontrei mensagens e recados

pra fugir outra vez

ao quarto onde o grande irmão

não pode nos ouvir e

nada mais importa, só você aqui

enquanto a primavera arde

por toda Paris."
(Dance of Days - Nos Olhos de Guernica)


Onde o mundo nos assiste e as paredes tem olhos e ouvidos!
E Winston já não ama o Grande Irmão!

domingo, 27 de setembro de 2009


Me queima inteiro.

Me torna menos de mim que eu mesmo.

Preciso disso, necessito.

Vai, me diz a direção,

Estou cego e em silêncio.

Vai, conduz minha mente e meu corpo vai junto.

Vai, como fumaça, desaparecer no ar.

Junto com os olhos, a boca fica.

Ela desce e sobe,

Engole o choro, marca o rosto.

Mata a sede, fica aqui.

Deixa seu cheiro em mim,

Me invade e me rasga todo.

Pessoa errada, hora certa.

Não quero o certo, pessoa certa.

Quero o errado e pular de cabeça.

Me muda inteiro, todo, sem fim.

((26/09/2009))

quinta-feira, 24 de setembro de 2009



Nada corresponde à sensação de ter nos braços

Não muda, não vai mudar nunca

Disso eu tenho certeza.

Me joga pra cima, nos ares

Eu caio em câmera lenta.

Me retraio, me contraio

Me torno mais eu,

Me mudo de novo.

Todas as respostas somem

E já não há nem palavras.

Depois, antes, durante

Ínicio, meio, continua.

Transparece, transparente.

E já não vejo nada.

Já não ouço.

Sinto. Tudo. Sempre. Sinto.

Balança as cordas.

Acorda.

Acordes.

E já é silêncio novamente.

Visões turvas, escuras.

Um clarão, uma luz.

E acaba.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


Sabe aquele sentimento de inexatidão que você não sabe de onde vem? A vontade de fazer algo e não poder, por não saber exatamente o que fazer. Este é um sentimento quase estado, que a gente tem que se acostumar, pois ele não some assim, de uma hora pra outra, mas fica e se aloja. Não que isso seja ruim, porque não é, mas é incomodo, como uma pedra no sapato. Ele se mostra nos momentos que tínhamos que ter certeza, eu me lembro bem das horas que ele apareceu e que não poderia. Me lembro da guerra interna do poder e da inexatidão, em que eu dizia pra mim mesma, vença a si mesma e mostre que poder você tem, você precisa ter. Eu mostrei e meu subconsciente ficou contente. Olhei pra mim mesma e disse ‘você pode fazer’, mesmo que meu corpo tremesse, mesmo que eu pensasse que só iria me magoar, eu fui lá e fiz, não me arrependi e o sentimento de inexatidão continuou pulsando. Qual veia que corre aqui dentro, adrenalina e sangue, suor e paixão, os quatro misturados numa só corrida em busca do primeiro sentimento.

domingo, 20 de setembro de 2009

'Quando eu era apenas um garoto, eu ia todo fim de semana, usava uma camisa social, uma bermuda cinza, com suspensórios e pequenos tênis, cabelo arrumado e me comportava muito muito bem. Sorria, sentava e levantava quando era necessário. Era o pequeno orgulho da família. Meus olhos brilhavam diante da grandiosidade das construções, das ideias, dos fatos, ditos fatos.
Hoje, eu fui lá novamente, me senti um i sem pingo, desencaixado, fora de lugar. Não me culpem, fazia muito tempo... E depois dessa época, nunca fui muito regrado. Ainda acho que as pessoas se culpam demais por coisas que elas não tem a mínima noção de ter errado na vida, crimes que nunca cometeram, vaidades jogadas no lixo ao acaso. Ainda é isso que eu acho.'
Desabafo dele.



Leia ouvindo: Vinde a Mim - Dance of Days ou O Leilão do Lote 77 - Envydust.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


sabe quando você tem uma necessidade incontrolável por algo? Um desejo repentino e que você não faz a mínima ideia de onde veio? Apenas segue a linha do 'só sei que foi assim'?
Me diz se tem coisa melhor?
Não saber o porque nem tentar entender.
Apenas ir levando as coisas, como se amanhã não existisse.
Sabe a vontade incontrolável de chegar rápido nos lugares, olhar pra todos os cantos ao mesmo tempo, sem nem noção do que procurar?
Às vezes eu penso, 'caramba Cris, segura esse coração no peito porque você ainda é muito nova pra ter um ataque do coração!'
E eu sei que não dá pra ser perfeito em tudo, sempre. E que muitas vezes eu fico sem saber o que falar, quieta no meu canto, com uma lágrimazinha maldita presa nos cílios, só pra mostrar (pra mim mesma) que eu me importo, que é mais pra mim.
Ok, parei. Não era essa a intenção em momento algum.
Eu preciso de um emprego URGENTEMENTE, não aguento mais ficar em casa!
Eu tô divagando demais por assuntos aleatórios ao extremo.
Observação, eu gosto de me torturar, não é possível! hahaha.
Ouvindo Lilly Allen... Nem curtia, agora porém... Convivências na facul dá nisso...
Ok, hora de parar!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sério, tédio é uma merda.

03h45 e eu aqui, boiando e sem sono.

Pensando em um monte de coisas e em uma só, que não sai mais da cabeça.

Ouvindo música e lendo blogs.

Precisava de um café agora.

Ah, minha voz voltou. Um pouco pelo menos. Mas a garganta continua seca.

Tô puta com o Felipe porque ele esqueceu o blog dele e isso me deixa puta.

Escrever em pensamentos, culpa de quem eu nem conheço e que escreve assim.

Sério, porque eu tenho que ter amigos idiotas que fazem coisas idiotas só pra eu me preocupar?

Pausa pra pensar no que eu mais penso mesmo.

Jajá eu tenho que tomar remédio e nem dormi ainda.

Pausa 2.0

Tenho uma necessidade mórbida por ler textos alheios de blogs, percebi isso faz tempo, mas dei um tempo.... Voltei agora.

Tô ouvindo Misfits, antigueira boa. E tô com fome. E tô pensando na passatempo lá na cozinha, mas a preguiça comanda.

Devo ter cara de conselheira amorosa, não é possível, mas não reclamo. Quem sabe não faço bem pra alguém certo?


Chega, passatempo vemk!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

dois lados.


Dois lados da mesma moeda. Dois postos desertos. Dois mundos completamente distintos. Sem saber o ponto de partida nem a direção. Sem bússola nem luz pra guiar. Meu universo se divide assim. São horas que nem eu sei explicar, compreender ou reproduzir. São sentimentos que eu não sei olhar de novo e mostrar pra mim mesma o significado. Eu simplesmente sei, e sei que assim é o certo. Viver, morrer, dançar. É tudo a mesma coisa, de pontos de vista diferentes. Simples assim. Tudo que se move, dança, vive e morre. Se ta vivo, morre. Se ta morto, pode viver. Não tem que ter sentido algum. Ninguém nunca pediu por isso, ninguém em sã consciência vai pedir. Porque sentido pra viver, é tirar o riso da boca, é tirar o doce da criança. O amor no peito não tem que morrer, é a única coisa que não morre. Mas dança, e como dança. Sem movimentos, sem nem ação clara, o amor se move sorrateiramente. E que seja. E dá medo. E tem que dar medo. Senão não é amor.

E que seja. Nem amor, nem vida. Apenas eu. Ser amorfo que não sabe o que quer. Não, eu não sei quem sou, o que vim fazer aqui e sinceramente não quero saber. Duvidas demais, perguntas demais, sem resposta alguma. Perdi meu ponto de vista em alguma rua que eu não sei o nome e não sei onde fica. Perdi minha alma pra mim mesma uma vez. Apostei tudo e perdi. E perder faz parte. E não me sinto mal de perder. É assim que é e é assim que vai ser, sempre.

Imploro por um soco na boca de punho fechado e duro, do que palavras que me esbofeteiam de mão aberta e elástica. Dói menos, sofro menos. Sempre achei que a dor tornava tudo real, torna sim, mas não torna mais fácil. E é isso que me mata. Saber que é real e por isso, complicado ao triplo.

Lembro de quando eu socava paredes. Doía pra caralho. E era real. E era bom. Sinto falta de fazer isso. Sei que tem horas que eu preciso. Aliviar um pouco o irreal interno. Por pra fora e me afogar em realidade. E vidro? Nunca soquei. Parece ser bom. Espelho. Sete anos de azar. HAHAHAHA.

Teorias de viver não me deixaram rumos. Desde que me tornei, me fiz teoria, esboço, falida. E não agüentei. Não tenho saco pra auto-piedade, não sou coitada e não sou inocente. Nunca fui e nunca vou ser. Sempre precisei de algo pra me completar e nem sempre o que me completa, me faz bem. Na verdade me completa, mas me arranca de mim. Menos uma. Não vem ao caso, não virá.

Guardar no peito nem sempre é o que eu posso fazer. Mas guardo, esperando uma parede pra socar, mas essa parede nunca vem. Não gosto de chorar, me sinto fraca. Sou fraca, eu sei. Saber que às vezes posso lutar e aceito, me mata. Acordos não vencem batalhas no campo. Só no papel. O gosto da vingança é muito bom quando tomado de um gole só.

Tenho meus sentidos auto-destrutivos, não vão sumir nunca. Ame-os ou deixe-os. Eu os amos e sei que nunca vou deixá-los. A não ser que eles me deixem primeiro. Eu precisava saber o que eu era, eu não sei, não tenho como saber porque não consigo me olhar no espelho, não tenho etiqueta com legenda. Post it me lembrando de quem sou. Caralho. Às vezes eu preciso de um palavrão que chegue aos meus ouvidos mais rápido que ao meu cérebro.

E a moeda tem dois lados iguais. Penso meio ‘se essas paredes falassem’ e

me revolto ainda. Se é pra ser maior que o mundo, como não é? Não sei.

E cai, coroa. E sobe, cara.

E cai de lado.




Escrevi esse texto ontem... minha imgem mais negativa das coisas. Mas aprendi HOJE (sim!) a ser mais positiva :) Mudei o que eu sou. Pra melhor!